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Norma de Proteção para trabalho em altura – NR 35

Data: 04/07/2012 / Fonte: Redação Revista Proteção

O Ministério do Trabalho e Emprego disponibilizou nesta semana para download, em sua página na Internet, o Manual de Auxílio na Interpretação e Aplicação da Norma Regulamentadora nº 35, sobre Trabalho em Altura. A NR 35 foi aprovada pela Portaria nº 313, de 23 de março, e publicada no Diário Oficial da União de 27 de março.

A norma tem como objetivo estabelecer os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura, envolvendo o planejamento, a organização e a execução, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com a atividade.

O manual desenvolvido pelo GTT (Grupo de Trabalho Tripartite) visa auxiliar a fiscalização dos Auditores Fiscais do Trabalho e também reforçar sobre as determinações previstas na Norma Regulamentadora nº 35 que devem ser aplicadas pelos empregadores e trabalhadores. Busca, ainda, esclarecer os aspectos da gestão de Segurança e Saúde do Trabalho para todas as atividades realizadas em altura.

Para ler o manual na íntegra, clique aqui.

Morte de operários por soterramento em SP

Em SP operários morreram soterrados quando socorriam colega

Data: 19/06/2012 / Fonte: Terra

Lins/SP- Quatro dos cinco trabalhadores mortos soterrados na segunda-feira em uma usina de açúcar e álcool de Lins, interior de São Paulo, morreram quando tentavam socorrer um colega que estava dentro de uma valeta de 4,5 m de profundidade e fora vítima de um desmoronamento de terra. O operário trabalhava no canal instalando tubos subterrâneos para drenagem de uma estação de tratamento de água quando houve o deslizamento que o cobriu de terra. Oito colegas, que trabalhavam nas proximidades, sobre o barranco, foram socorrê-lo, quando houve um segundo deslizamento. Nove operários foram soterrados e cinco deles morreram.

Os funcionários trabalhavam para uma empresa terceirizada e foram sepultados nesta terça-feira em cemitérios das cidades de Araçatuba, Lins, Ubarana, Avanhandava e Guiaçara, onde moravam. O único trabalhador que estava internado recebeu alta nesta terça-feira.

Investigações internas feitas pela Usina Lins, que ouviu trabalhadores da equipe de socorro da própria usina, a primeira a chegar para o resgate, confirmaram a ocorrência de dois desmoronamentos. As testemunhas também relataram que apenas um trabalhador estava dentro do canal no momento do primeiro desmoronamento. O boletim de ocorrência da Polícia Civil cita dois operários, sendo que um deles teria saído a tempo para pedir socorro aos colegas.

De acordo com uma das testemunhas ouvidas, o segundo desmoronamento ocorreu quando os operários já tinham conseguido, com as mãos, desenterrar a cabeça do colega que estava dentro do canal. Eles se preparavam para retirar a terra do restante do corpo quando houve a segunda ocorrência. Depois disso, a equipe de segurança impediu que operários agissem por ímpeto para evitar novos deslizamentos e novas vítimas. Os bombeiros que chegaram fizeram reforço das escoras e iniciaram as operações de resgate.

Segundo a assessoria da usina, a empresa vai colaborar com a polícia para esclarecer as causas do acidente, que até agora são desconhecidas. A Delegacia Seccional de Lins abriu inquérito para apurar o acidente. Segundo o delegado Wellinton Martinez Hernandes, a polícia aguarda resultados de exames da perícia no local e nas vítimas, que devem sair em 30 dias, para prosseguir com as investigações que apontarão as causas do acidente.

“Os resultados vão nos apontar se a obra tinha projeto, se era regular ou não, se estava sendo bem feita, se necessitava de escoras, se havia ou não escoras, se eram bem feitas, etc., e outras informações que vão ajudar a polícia a apontar as responsabilidades pelo acidente”, comentou o delegado. Segundo ele, a polícia deve iniciar nos próximos dias as oitivas com as vítimas do acidente. “Os depoimentos delas também serão importantes para que possamos entender o que realmente aconteceu.” Os resultados dos exames devem sair em 30 dias.

O acidente

Cinco operários morreram soterrados na tarde desta segunda-feira quando trabalhavam nas obras de instalação de uma tubulação subterrânea na usina de açúcar e álcool Lins, na cidade do mesmo nome, no interior de São Paulo.

Nove pessoas trabalhavam na escavação no momento do acidente, por volta das 15h15. Quatro homens foram salvos com vida, mas cinco foram retirados já mortos, informou a assessoria de imprensa da usina. O corpo do último trabalhador foi encontrado por volta das 22h15, depois de mais de sete horas de buscas.

Imagem meramente ilustrativa. Fonte: http://www.bombeiros.go.gov.br/index.php/mais-destaques/1157-bombeiros-do-8o-destacamento-atuam-em-ocorrencia-de-soterramento.html

Um milhão de indenização para acidente de trabalho.

R$ 1 milhão para trabalhadora de supermercado queimada em acidente

Uma operadora de supermercado pertencente à Companhia Brasileira de Distribuição (rede Pão de Açúcar) em Recife (PB) vai receber R$ 1 milhãode indenização por danos morais em decorrência de acidente de trabalho. Ela teve queimaduras graves em mais da metade do corpo, que lhe causaram deformações no rosto, pescoço, seios, braços, barriga e pernas. Ela pretendia aumentar o valor da condenação para R$ 3 milhões, mas seu recurso não foi conhecido na Subseção 1 Especializada em Dissídios Individuais do TST, por questões processuais. O drama envolvendo a trabalhadora, que tinha 19 anos quando aconteceu o acidente, sensibilizou os ministros da SDI-1. Em abril de 2005, quando se preparava para esquentar uma sopa que seria servida no mercado, o compartimento do réchaud (travessa com fogareiro para manter o alimento quente), contendo álcool líquido, explodiu, transformando a moça em uma tocha humana. Após 58 dias de internação hospitalar, dez deles em Unidade de Terapia Intensiva, com risco de morte, a operária conseguiu sobreviver, mas as sequelas a deixaram irreconhecível. Na ação trabalhista proposta em 2006, a trabalhadora pediu indenização pelos danos morais, estéticos e materiais, totalizando R$ 10 milhões. Disse que “a empresa agiu com culpa ao substituir o álcool gel por álcool líquido por questões de economia, desprezando normas de segurança”. O médico que prestou os primeiros socorros disse que quando tentava tirar a roupa da vítima, a pele ficava grudada no corpo. A Rede Pão de Açúcar, por sua vez, apesar de atribuir a culpa à empregada, pela falta de cuidado no manuseio com substância inflamável, prestou-lhe toda a assistência necessária e comprovou despesas com tratamento médico, cirurgias plásticas, remédios e acompanhamento psicológico que chegaram a cerca de R$ 3 milhões. Sentença proferida na JT de Recife (PE) concedeu os R$ 10 milhões pedidos pela empregada. “Não se trata aqui de enriquecimento sem causa, já que a empresa deu causa a todos os problemas hoje vividos pela empregada, quanto a dores, cirurgias, vergonha, deformidade, angústia, depressão, diminuição do amor próprio, curativos constantes, desfiguração da imagem, extinção da beleza (a empregada era bela antes do ocorrido, como se pode notar nas fotos anexadas aos autos), stress, reclusão domiciliar (não pode andar por aí), falta de companheiro, etc.”, afirma o juiz de primeiro grau na sentença. O TRT da 6ª Região (PE) entendeu que os danos materiais emergentes já tinham sido satisfeitos, por antecipação de tutela, e atribuiu à indenização o valor de R$ 300 mil para fins de danos materiais mediatos. Quanto à reparação por danos morais, o Regional deferiu o recurso da empresa para reformar a sentença e arbitrou o valor de quinhentos mil reais. O relator do recurso de revista no TST, ministro José Simpliciano, manifestou-se pelo provimento ao recurso de revista para aumentar a condenação por danos morais para R$ 1 milhão, ele manteve a condenação no valor de R$ 300 mil pelos danos materias imediatos e deixou a cargo do juiz de primeiro grau (Vara do Trabalho) que apure o que ultrapassar esse montante, para fazer face ao tratamento e lucros cessantes até o fim da convalescença. Os embargos dirigidos à SDI-1, pela trabalhadora, pedindo majoração do valor, foram examinados pelo ministro Lelio Bentes Corrêa. Segundo ele, o julgado levado aos autos para demonstrar divergência de teses não estava apto ao conhecimento do apelo, pois não trazia a íntegra da decisão, apenas citava a fonte oficial (Diário da Justiça), sem transcrição do trecho necessário para configuração da divergência. Ficou mantido, assim, o valor de R$ 1 milhão para os danos morais, determinado por decisão anterior proveniente da 2ª Turma do TST. Sobre esta cifra incididão correção monetária e juros. Os advogados Nilton Correia e Nilton da Silva Correia atuam em nome da trabalhadora. (RR nº 13100-62.2006.5.06.0020). FONTE: ESPAÇO VITAL FONTE FOTO: http://namoroerelacionamentocristao.blogspot.com/2011/02/nao-gosto-do-meu-corpo.html

SAÚDE NO TRABALHO

Empresa que não fiscalizou uso de protetor auricular terá que pagar adicional de insalubridade – fabio@sest.srv.br – E-mail de Sest.srv.br

Extraído de: Portal Nacional do Direito do Trabalho – 15 de Setembro de 2011
Empresa que não fiscalizou uso de protetor auricular terá que pagar adicional de insalubridade.O juiz Rodrigo Ribeiro Bueno, titular da 25ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, condenou a empresa JE Mármores e Granitos Indústria e Comércio Ltda. ao pagamento do adicional de insalubridade em grau médio. Isso porque, a partir da análise da prova pericial, o magistrado constatou que, durante o período contratual, o ex-empregado trabalhou exposto a ruído acima dos limites de tolerância. De acordo com as conclusões da perícia, embora tenha sido comprovado o fornecimento de EPIs, a empresa não demonstrou que tenha havido substituição, treinamento ou fiscalização do uso desses equipamentos. Nesse contexto, o julgador salientou que o simples fornecimento do aparelho de proteção pelo empregador não o desobriga do pagamento do adicional de insalubridade, cabendo a ele tomar as medidas que conduzam à diminuição ou eliminação da nocividade, entre as quais o uso efetivo do equipamento.

O laudo pericial esclareceu que todas as atividades realizadas no antigo setor de trabalho do ex-empregado são ruidosas, pois não envolvem somente lixadeiras, mas também policortes e outras máquinas barulhentas, que elevam o nível de ruído em todo o ambiente de trabalho. A empresa tentou se livrar da acusação de ter submetido o trabalhador ao agente insalubre, apresentando fotos dos seus empregados usando abafadores de ruído. No entanto, simples fotografias não foram suficientes para convencer o julgador.

Isso porque a ex-empregadora não entregou ao perito os documentos solicitados por ele, como, por exemplo, os PPRA (Programa de Prevenção de Riscos de Acidente), as fichas de EPI e o comprovante de treinamentos e fiscalização. Conforme ponderou o magistrado, se a empresa tivesse realmente adotado as medidas de controle como defende, não haveria qualquer dificuldade em apresentar as evidências quando o perito as solicitou. Mas, ao contrário, no modo de ver do julgador, o silêncio da reclamada só serviu para confirmar que ela, de fato, descumpriu sua obrigação de orientar e fiscalizar o uso correto dos equipamentos pelos empregados.

Na avaliação do juiz, os depoimentos das testemunhas reforçaram ainda mais essa constatação de que houve entrega de EPIs, mas não na quantidade, frequência e qualidade necessárias, e, ainda, que não houve a obrigatória e efetiva fiscalização no tocante à sua utilização. Assim, concluindo que a empresa não produziu provas suficientes para contradizer as conclusões do laudo pericial, o qual demonstrou que não foram eliminadas ou neutralizadas as ações maléficas do agente insalubre, o juiz sentenciante acolheu o pedido do trabalhador, condenando a reclamada a pagar a ele o adicional de insalubridade, calculado com base no salário mínimo, durante todo o período contratual, mais reflexos. O TRT de Minas confirmou a sentença.

(0000167-84.2010.5.03.0025 RO)